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12 Março 2020

"O laser tem vindo a despertar o interesse geral dos médicos dentistas, e a evidência científica deu resposta às incertezas neste domínio”

Nº106 FEVEREIRO 2020





É presidente da SPALO. Como surgiu a ideia de fundar esta sociedade científica de laser odontológico?

Luís Monteiro. O meu interesse pelo laser em Medicina Dentária despertou curiosamente em Espanha, durante um congresso da SELO em Santiago de Compostela. A minha preocupação com a temática do laser levou-me a fazer a pós-graduação em EMDOLA, na Universidade de Parma, em Itália, onde tive a oportunidade de especializar-me e manter relação com especialistas de referência e reconhecidos à escala mundial. Desde então, o laser faz parte do meu dia a dia.

Este ano a SPALO e a SELO unem-se para organizar o I Congresso Ibérico de Laser Oral. Como surgiu esta iniciativa?

Luís Monteiro. Partilhei com a doutora Marcela Bisheimer alguns estudos clínicos e de investigação sobre o laser. Para mim, a SELO é um exemplo a seguir e, como tal, lembrei-me de sugerir à sua direção a ideia de partilharmos o nosso I Congresso da SPALO, fazendo simultaneamente o I Congresso Ibérico de Laser Oral. É uma grande honra para nós, e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade, levar a cabo este projeto, com o suporte académico da universidade CESPU.

Nos últimos tempos, a marca SELO está presente em muitos fóruns e eventos científicos. Como justifica esta estratégia?

Marcela Bisheimer. Fundamentalmente é consequência de dois aspetos. Em primeiro lugar, o laser tem vindo a despertar o interesse geral dos médicos dentistas, e a evidência científica deu resposta às incertezas neste domínio. Hoje em dia, há um feedback e o nosso lema é “Uma sociedade para todos os médicos dentistas”, porque a implementação do laser nos protocolos diários de todos os dentistas é muito alta.

Em segundo lugar, esta maior visibilidade deve-se a que, neste mandato, na SELO temos apostado por ter uma presença em encontros e centros de formação e criar vínculos com outras sociedades para divulgar o estado atual – e reforço que esta é a realidade atual –, da tecnologia laser. Estão a ser disponibilizados os meios para clarificar as dúvidas quanto à recorrente questão: “é ciência ou ficção?”. Isto levou-nos, por exemplo, a unir esforços para fins comuns com a recentemente criada Sociedade Portuguesa de Aplicações de Laser Oral (SPALO).

A nossa intenção é dar continuidade no futuro a este projeto, programando o II Congresso Ibérico de Laser Oral em território espanhol. Para isso, necessitamos do interesse e entusiasmo dos profissionais que tencionam aprofundar os seus conhecimentos nesta tecnologia que avança de dia para dia. Naturalmente, estão todos convidados a participar. A tecnologia laser em Medicina Dentária não é o futuro, já faz parte do presente.

A SELO já cumpriu 20 anos. Que comentário lhe suscita o percurso da sociedade científica?

Marcela Bisheimer. A Sociedade Espanhola de Laser e Fototerapia em Odontologia (SELO) nasceu no ano 2000 e durante este tempo foi crescendo pela mão dos seus sócios fundadores, os doutores José María de la Fuente Llanos, Toni España, Josep Arnabat e Isabel Sáez de la Fuente.

Desde o princípio, a SELO tem vindo a participar de maneira ativa com outras sociedades e associações científicas de laser do resto da Europa, criando fortes laços com a World Federation Laser Dentistry (WFLD) e mantendo também uma relação com outras sociedades, como a Academia Europeia de Laser (ESOLA) e a International Society for Laser Dentistry (ISLD), entre outras. Atualmente, a nossa sociedade tem muito boa imagem e uma notável presença no estrangeiro.

Qual é o momento atual que vive a tecnologia laser?

Marcela Bisheimer. O momento atual é de “maturidade”. Considero que alcançámos a maioria de idade. Até há pouco tempo, em Espanha – e na Península Ibérica em geral – a informação e a formação em laser era pobre ou nula. Felizmente, no presente já se fala do laser na formação universitária de pré-graduação.

Por último, e não menos importante, devemos assinalar que existe ainda um grande desconhecimento dos benefícios e das vantagens que oferece a tecnologia laser aos pacientes, ou seja, a procura ainda não é um fator que justifique ao médico dentista o investimento num laser como acontece em outros países.
 

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